Está na hora de beber poncha

Fotografia: Alexandra D. Marques
O É Pra Poncha é o mais recente inquilino da Rua da Galeria de Paris e, como o próprio nome indica, as ponchas são a especialidade da casa. A bebida típica da Madeira invadiu o Continente há 9 anos – trazida pelos donos do famoso bar Number 2, em Câmara de Lobos –, com o É Pra Poncha de Lisboa, na Rua 24 de Julho.
Agora, chegou agora a vez do Porto.
Ao som do melhor rock dos anos 80, serve poncha tradicional da Madeira (servida com sumo de limão, mel e aguardente – a versão à Pescador é quase igual mas leva açúcar em vez de mel; tradicionalmente estas 2 ponhas serviam-se à temperatura ambiente, mas nos últimos 2 anos começaram a ser servidas com gelo) e as versões mais modernas como a de absinto ou a de vodka preta.
Há, portanto, sabores para todos os gostos. E as ponchas mais procuradas são as de maracujá e tangerina, servidas com vodka e, portanto, com um sabor mais leve.
O primeiro bar de ponchas do Continente
Um dos 3 sócios do É Pra Poncha, Duarte Pestana, diz que se dá “demasiada importância às bebidas estrangeiras”, como as “caipirinhas e os mojitos“. A poncha “é uma bebida nacional, feita por nós”, que deve ser valorizada, defende.
Duarte começou por ser empregado de um dos seus actuais sócios e acabou por ser o seu “braço direito” na gerência do bar em Lisboa, onde viveu cerca de 9 anos.
“Foi o primeiro bar de ponchas em Portugal Continental” e, ainda hoje, conta com “um sucesso tremendo”. “Recebemos imensos clientes em 9 anos, mas há sempre alguém que não ainda não conhece e nunca provou. Dá-nos imenso prazer que as pessoas experimentem e gostem”, afirma.
Uma “gruta” fluorescente
O arquitecto que concebeu o bar no Porto, António Fernandez, inspirou-se numa gruta e tentou trabalhar o melhor possível com a “profundidade” e “falta de largura” do espaço.
“No Porto há espaços lindíssimos e tínhamos de criar algo diferente para não sermos só mais um”, afirma Duarte. “Toda a gente tem gostado muito, ficam espantados e tiram imensas fotografias”.
No bar, há fotografias da ilha florida e um pau da poncha – que os madeirenses e visitantes assíduos conhecem por “caralhinho” – gigante e pintado de preto.
O horário previsto é das 17h às 4h, de segunda a sábado, o que pode vir a mudar se as novas medidas para controlar a movida se materializarem.
“Se nos deixarem trabalhar até às 4h nas vésperas de feriado e aos fins-de-semana, não vejo problema”, afirma Duarte Pestana.
O espaço abriu no dia 31 de Março e tem inauguração oficial marcada para dia 16 (segunda-feira). O preço das ponchas varia entre os 3,5 e os 4 euros – mas se quiser a medida tripla, a poncha já fica por 9 euros.
Artigo actualizado no dia 14 de Abril de 2012.








Eu recomendo o bar. A música é muito boa, não extremamente alta, o ambiente é claro e as bebidas são boas e nao sao caras. Gostei que já lá fui mais do que uma vez.
Na decoração do espaço nota-se como dizem no texto, que houve muita atenção a tudo, que não foi uma coisa feita ao acaso, que há ali trabalho.
Um ponto negativo, mas mínimo, faz-me confusão ver tantos seguranças por todo o lado, inclusive a controlar as entradas e saídas dos wc’s. Não é bar para tanto. O ambiente é muito agradavel. =)
Já tinha inclusive procurado alguem de lá a quem transmitir estas notas positivas. Parabéns!
Sem dúvida, a poncha é das bebidas melhores que já provei. O bar é muito original, e os seus patrões duma simpatia difícil de encontrar. Felicidades…