O chef sem papas na língua

Foto: Ana Isabel Pereira
O sócio e chef do restaurante de cozinha japonesa Katsu, na Ribeira do Porto, tem 34 anos, é “explosivo” e diz o que pensa sem estar com rodeios.
Marcámos encontro com Pedro Silva num dia da semana, ao início da tarde, no Katsu e ele chegou de scooter. “Ponho 7 euros e faço quase 200 quilómetros”, justificou, enquanto tirava a mochila que trazia às costas e punha a camisa, tapando o corpo tatuado. A moto também dá jeito para “acelerar” quando traz o peixe do Barbosa, em Matosinhos. “Trago-o numa caixa com gelo, coberta por um saco plástico daqueles pretos, e vem ali bem”.
Pedro vive em Matosinhos há mais de 20 anos, mas nasceu em Massarelos e cresceu nas ruas do centro histórico do Porto. Nunca tinha trabalhado como chef de cozinha até abrir o Katsu, em 2010, e a primeira refeição de sushi servida no restaurante do centro histórico foi a quarta que confeccionou.
Apesar de este ser o primeiro restaurante em que é ele que cria tudo o que vai para a mesa, as lides dos pratos e dos copos não lhe são alheias. O chef trabalhou na Casa do Ribeirinha, em Matosinhos, no Broadway Boogie Woogie – ”ou Cantina”, como também lhe chamavam –, na Rua Miguel Bombarda, nos bares Ibla e Armazém do Chá e, a convite do pai – o crítico de vinhos e gastronomia e apresentador do programa televisivo programa A Hora de Baco, José Silva –, nos restaurantes O Beco, IDuna, Degogo e Gião.
Foi no SplashBack (Praça dos Poveiros), onde trabalhou como chefe de sala, que aprendeu “o mínimo” para se tornar um sushiman.
Sucesso relâmpago
“Liguei ao Zeca Maia [José Pedro Maia] do [bar] Praça a perguntar se ele sabia de algum espaço na baixa. Passado 3 horas, ele já me estava a ligar. Este espaço estava livre. Tinha sido um bar, pedia muito pouco investimento e a renda era surrealmente baixa. Estas mesas eram do meu pai e estavam paradas na garagem da minha avó”, recorda Pedro Silva.
O portuense de gema confessa que “tinha a certeza que [o negócio] ia correr bem, mas não sabia que ia correr bem tão rápido”. É que o restaurante no centro histórico ficou rapidamente na moda, sendo difícil por exemplo (e visto que o espaço é pequenino) conseguir mesa sem marcação ao fim-de-semana.
“Não tenho contactos com ninguém da área. Tudo o que faço aqui sou eu que invento”, explica.
Tem bichos-carpinteiros
Ouvimos Pedro falar de como cresceu no Porto, passou por várias escolas e experimentou vários desportos e podíamos descrevê-lo como uma daquelas pessoas que têm bichos-carpinteiros, que não sabem estar quietas.
Fez a 4ª classe na Escola Artística Profissional Árvore e é desse período que vem a pronúncia marcadamente à “Puooorto”. “No quinto ano, os meus pais achavam que eu estava a dizer ‘pom’ [pão] e a apanhar outras expressões daqui e matricularam-me na [escola Francisco] Torrinha. Na Torrinha, juntei-me aos ‘gunas’. Era um terrorista. Não fazia mal a ninguém, mas era um terrorista”, recorda.
Foi praticante de ”bodyboard a nível profissional” (“Acho que aqui do Norte fui o único a entrar em competição directa com o Mike Stewart, que é assim o Pelé do bodyboard“), partiu “um pé a andar de skate em França” e volta e meia ainda faz snowboard e kitesurf. Ainda fez capoeira “mais a sério” e experimentou o karaté e o taekwondo.








Quando o Pedro quis ouvir a opinião do pai, apenas lhe disse para fazer algumas contas e avançar com cuidado, os tempos já não estavam bons. Mas ele sabia que podia contar com o meu apoio. A grande surpresa foi quando, uma semana depois dele e a Tété abrirem o Katsu, me decidi a fazer-lhe uma visita e experimentar um tipo de comida de que gosto imenso, verificar, espantado, que o sushiman era…o meu filho Pedro!! Por razões éticas não devo comentar a qualidade da sua culinária, outros o têm feito e outros o hão-de fazer, só posso assegurar que, como a mãe e eu próprio lhe tentamos transmitir sempre, devemos fazer aquilo em que acreditamos sempre com a máxima qualidade possível. E isso, garanto que o Pedro faz. Só lhe desejo boa sorte, como compete a qualquer pai. José Silva, num Alfa Pendular a caminho do Alentejo.
Parabéns ao Pedro e ao seu espaço Katsu. O espaço é excelente,e quem trabalha com paixão leva vantagem sobre todos os outros.
Eu sou a mãe, portanto devem pensar que sou indulgente com o Pedro. Não sou. O Pedro consegue fazer arte com aquilo que serve aos clientes . Ele e a sua mulher Tété, conseguem gerir bem um restaurante trabalhando muito, e até tarde, e receberem ao fim de semana a minha neta Francisca. Por eles e por todos acho que estão muito bem. Claro que lhes desejo a melhor sorte do mundo e que continuem a fazer um bom trabalho.
Desejo ao Pedro Silva todo o sucesso nesta sua nova fase da vida. Havemos de ir ao seu restaurante provar as suas especiarias.
O Pedro com bichos carpinteiros?? Só quem não o conhece desde que nasceu é que pode acreditar numa coisa destas!!
Muita sorte Pedrinho BGinhossss
Os meus sinceros Parabéns ao Pedro e à Tété que terei todo o gosto e prazer em visitar um dia destes , pois que para além dos sabores magníficos que me possam ofertar, prefiro mil vezes um “terrorista” declarado… do que muitos que tantos há disfarçados… Um grande Xi Coração da “TIA” Manuela
MUITOS PARABENS,CONTINUAR ASSIM COM TODA A VONTADE DE VENCER, VOÇE PEDRO
E A SUA ESPOSA PESSOAS DE MUITA GARRA ,MERECEM TUDO DO MELHOR,SAUDE.
UM ABRAÇO: MOREIRA
SR.PEDRO E ESPOSA MUITOS PARABENS
E COM MUITO GOSTO DE OS VER NA RIBALTA,COM MUITO TRABALHO E DEDICAÇÃO E CARINHO
TUDO SE CONSEGUE,MUITA SAÚDE
UM ABRAÇO: MOREIRA