João Dorminsky: O filho do Fantasporto

João Dorminsky, no Centro Comercial Bombarda, onde esteve à conversa com a Praça. Foto: AIP
João Dorminsky, designer, músico e filho de Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira (directores do Fantasporto), nasceu no mesmo ano que o Festival Internacional de Cinema do Porto, 1982.
É licenciado em Design de Comunicação, pela Escola Superior de Artes e Design (ESAD), mas o seu percurso profissional fez-se invariavelmente à volta do cinema e do audiovisual.
“Estou no Fantas desde miúdo. Cresci no cinema. Reza a história que eu entrei numa sala de cinema e disse ‘Olha que grande televisão’”, disse à Praça aquele que é hoje responsável pela imagem gráfica do festival e pela produção do Baile dos Vampiros.
“O meu ganha-pão sempre foi o Fantas”, confidencia. João tem 28 anos e trabalha no festival desde 2003. O último mês antes do festival é sempre de “stress” e “caos”. “Depois de mim, só a gráfica”, explica.
Começou por fazer o cartaz do Fantasporto. Depois, fez o cartaz e o vídeo. “A certa altura, achei que os anúncios não estavam grande coisa e comecei a fazer a publicidade. Depois, veio o catálogo…”, recorda.
Em 2009, criou a Prumma, empresa de consultoria e design, com a namorada Mariana Alpedrinha Valença. Ele é responsável pelo design de comunicação e multimédia, ela é designer de produto, interiores e design thinking.
“Surgiu da necessidade de querermos trabalhar a ajudar Portugal. Queremos implementar o design nas empresas”, explica João, cuja assinatura enquanto freelancer, antes da Prumma, era Ziiiiiing.
“Sempre quis ter uma banda, mas nunca consegui”
Para além do design e do cinema, a outra paixão que preenche o dia-a-dia de João Dorminksy é a música.
“Aos 16 anos, estava envolvido em 12 ou 13 projectos musicais”, recorda. Hoje, divide o tempo consagrado à música por “apenas” 4 (4 dos 6 projectos apresentados pela Schizzofrenik Records – Adamastor, Pi, Punk Androids, Ai ai! e Tigre Deficiente, que actuarão no Baile dos Vampiros deste ano.
“Sempre quis ter uma banda, mas nunca consegui. Era difícil juntar as pessoas. Ainda é. Foi quando me ofereceram o Fruity Loops, um programa informático de música electrónica, que comecei a compor”, diz.
O primeiro “disco conceptual” que fez foi “Yi” (que quer dizer “ideia”, em chinês), pelo projecto Pi, editado há 10 anos, pode em breve ver de novo a luz do dia, uma vez que “há a hipótese de o reeditar”. ”É como se fosse um diário sonoro da minha vida”, resume.
João queria editar música desde os seus 16 anos, mas a Schizzofrenik só se materializou em 2007. Enquanto a editora não tem arcaboiço financeiro para lançar música, Dorminsky vai produzindo eventos. ”Comecei a querer editar sem ter dinheiro. Mas hoje vejo que o importante era fazer coisas. Havia um percurso que eu não estava a respeitar. Ganhei esperteza de negócio”.







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